Vivo mergulhada neste espaço vazio e tão cheio ao mesmo tempo, nesta solidão a transbordar de pensamentos onde o óxigénio falha. Sufoco, sufoco em mim, na minha mente e olho em volta. Olho em volta e não estás. Saio da minha esfera difícil de quebrar, espreito a realidade e, rapidamente, sou de novo absorvida por esse mundo paralelo de ideias cruzadas, emaranhadas, turvas.
Levaste a minha razão contigo, é um facto. Por isso levitei até este espaço estranho que me acolheu e me engoliu. Preciso que voltes rápido e que me soltes, que rasgues as amarras que me prendem a este sítio profundo onde me encontro sentada, em estado autista, a ver a realidade a uma distância considerável. Quase que lhe consigo tocar mas há algo que se interpõe. Às vezes consigo mesmo alcançá-la, esticar a mão levemente para que possa flutuar neste mar de lágrimas e sentimentos que amarram com tanta força que até fazem sangue e deixam marcas nos pulsos. Mas não sou bem sucedida. Porque faltas tu e só tu. Porque há 605km entre nós. Ao menos consigo sentir o calor do teu coração.
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19 de agosto de 2011
17 de agosto de 2011
metamórphosis.
"Acabei" - disse ela para si mesma, com orgulho. O quadro finalmente estava pronto e correspondia àquilo com que ela havia sonhado. Resumindo, estava perfeito. O Sol entrava alegremente pela janela e o vento afastava, de forma tímida e leve, a cortina de cor pérola. Via-se pó no ar e sentia-se o cheiro de tinta fresca. Sentada num banco velho, de madeira, estava ela, contemplando a sua obra de arte. Os seus olhos espelhavam a satisfação que a alma sentia e ia esboçando sorrisos tolos. Estava feliz. A meta havia sido cortada, o troféu era dela, o pódio também. Como é bom sentir o sabor da glória.
Contudo, em poucos minutos a felicidade tinha partido para um lugar distante e duas lágrimas grossas caíam, de par em par. Dona de um sorriso desbotado, os seus olhos pareciam rodeados por uma camada grossa de tinta da china, que escorria; o seu tom de pele havia perdido a vitalidade natural e agora era pálido como a neve gelada.
Desequilibra-se do banco e fica no chão, imóvel, a assistir ao passar do tempo na esperança de que as horas lhe levassem os estilhaços de uma alma lacerada pela angústia, pela incerteza, pela ausência.
Sempre que ela se olhava ao espelho, não se reconhecia. Tinha-se perdido no labirinto do seu interior e já não sabia como encontrar a saída. Talvez porque a saída se fechou. Talvez porque já não há caminho de regresso. Talvez porque só uma pessoa a pode tirar do chão, abraçá-la e abrir-lhe a porta que ela própria não encontra.
Se isso acontecer, ela vai sorrir de novo, vai correr pelo campo de feno e encher o cabelo com flores de mil cores. A porta que teima em fechar-se vai ser destruída. O verbo "sorrir" passará a integrar o seu quotidiano e juntar-se-à ao verbo "amar", o único que nunca a abandonou.
Contudo, em poucos minutos a felicidade tinha partido para um lugar distante e duas lágrimas grossas caíam, de par em par. Dona de um sorriso desbotado, os seus olhos pareciam rodeados por uma camada grossa de tinta da china, que escorria; o seu tom de pele havia perdido a vitalidade natural e agora era pálido como a neve gelada.
Desequilibra-se do banco e fica no chão, imóvel, a assistir ao passar do tempo na esperança de que as horas lhe levassem os estilhaços de uma alma lacerada pela angústia, pela incerteza, pela ausência.
Sempre que ela se olhava ao espelho, não se reconhecia. Tinha-se perdido no labirinto do seu interior e já não sabia como encontrar a saída. Talvez porque a saída se fechou. Talvez porque já não há caminho de regresso. Talvez porque só uma pessoa a pode tirar do chão, abraçá-la e abrir-lhe a porta que ela própria não encontra.
Se isso acontecer, ela vai sorrir de novo, vai correr pelo campo de feno e encher o cabelo com flores de mil cores. A porta que teima em fechar-se vai ser destruída. O verbo "sorrir" passará a integrar o seu quotidiano e juntar-se-à ao verbo "amar", o único que nunca a abandonou.
2 de agosto de 2011
um lugar vazio.
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Há alguns dias que me encontro a flutuar num sítio que não conheço. Luto contra mim mesma, bato com os punhos cerrados na mesa de madeira, tomo decisões. Rodo vezes sem conta, tento sair deste lugar sufocante, claustrofóbico. Apercebo-me de que estou a remar contra a maré.
Continuo a deriva, sei de mim e não me encontro. Olho para o relógio mas o Tempo castiga-me e as horas passam, uma a uma, vagarosamente e de forma amarga.
Um grito reprimido, uma dezena de lágrimas que percorrem a face e molham os lábios. Desespero.
E os ponteiros do relógio que mal se movem ? E o Sol que tarda em se pôr ?
Deixo-me levar pela corrente que o Destino pré-definiu. Porque dói lutar inutilmente.
Um dia acordo, abro os olhos e vejo-te a sorrir para mim. Nesse momento farás de mim a pessoa mais feliz do Universo, garanto-te.
A Saudade corrói.
12 de junho de 2011
Dia 19 - A música que te faz sonhar
Better together - Jack Johnson
Porque a minha mente viaja, de imediato, para o nosso universo. Fico nos teus braços, abraço-te com força, deito a minha cabeça no teu peito.
Por vezes adormeço enrolada em ti.
Acordo ao teu lado.
Vivo contigo.
20 de abril de 2011
desabafo do coração, reflexo da razão.
X senta-se, depois levanta-se. Enche de passos o corredor exíguo, abafado, quase sufocante. Y roda impacientemente, entre os dedos, a sua garrafa agora vazia. Cruza e descruza as pernas, arranja-se na cadeira de madeira gasta, reles, tentando encontrar conforto onde nunca houve nem haverá. M suspira, abre o seu caderno e arranca violentamente uma folha. Começa a escrever suavemente e as gotas de suor que lhe caem do rosto tingem e misturam-se com a tinta que suporta as palavras. Palavras de raiva, de amor, amizade? Não se sabe. R chegou, olha em volta, sente-se desorientado. Provavelmente não esperaria que tal ambiente lhe pesasse tanto nos ombros, que quase o empurrasse de encontro ao chão de tacos levantados, empoeirado, sujo. Q olha X de cima a baixo, focando-se com mais pormenor no rosto. Deve conhecê-lo de algum lado, contudo, tudo se mantém constante, nada acontece. Como se todos fosses bichos embalsamados arrumados em prateleiras velhas, esquecidas algures no tempo, no espaço.
E eu que sou vidro partido na pedra, que senti os nervos à flor da pele, que estalei, estou aqui sentada a escrever. De vez em quando quebro. Aí pego nas letras e amarro-as umas às outras debaixo do chicote do meu pensamento, da minha imaginação. Escrevo para me reencontrar, para que os meus pedaços voltem a formar uma unidade. Não quero ser como as pérolas do colar que arrebentou e que agora estão dispostas, aleatoriamente, no chão à espera que alguém lhes confira uma ordem própria, um rumo.
Não sei quantos tique-taques serão necessários até tudo voltar à normalidade, por isso escrevo e sou livre. Escrevo e amarro palavras. Escrevo e conserto o que está partido. Escrevo e quebro o que inútil.
Vem molhar-me chuva, vem ser a catarse da minha razão. Beija-me amor, leva-me daqui, leva-me para onde os teus beijos quiserem. Mas leva-me. Abraça-me, faz com que eu sinta que consigo tocar, agarrar o que nos envolve. Quero sentir-te comigo, quero sentir-te mais do que nunca. Preciso de ti. Sem ti a vida fica distante e o sorriso não volta. Sem ti tudo é negro. Sem ti não vale a pena. És a minha Vida.
3 de abril de 2011
Dia 17 - A música que queres ouvir no teu casamento
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Let there be love - Oasis
Who kicked a hole in the sky so the heavens would cry over me?
Who stole the soul from the sun in a world come undone at the seams?
Let there be love
Let there be love
I hope the weather is calm as you sail up your heavenly stream
Suspended clear in the sky are the words that we sing in our dreams
Let there be love
Let there be love
Let there be love
Let there be love
Come on Baby Blue
Shake up your tired eyes
The world is waiting for you
May all your dreaming fill the empty sky
But if it makes you happy
Keep on clapping
Just remember I'll be by your side
And if you don't let go it's gonna pass you by
Who kicked a hole in the sky so the heavens would cry over me?
Who stole the soul from the sun in a world come undone at the seams?
Amo-te TANTO mas TANTO ♥
2 de março de 2011
27 de fevereiro de 2011
metamorfose.
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Quero atirar para bem longe o que tenho cá dentro, sair de mim; conseguir agarrar o meu interior despejado algures e moldá-lo ao sabor do vento, da razão, da emoção.
Sabes ? Por vezes os fios que me tecem dão um nó. Eu bem que o tento desamarrar mas o tempo que isso leva traz consequências. Quero trocá-los por outros bem melhores, pintá-los à minha maneira e fazer com que nunca mais se enlacem. O meu objectivo é tentar ser o mais perfeita que puder dentro dos limites da imperfeição da espécie humana. Quero ser a larva feia que dá origem à borboleta de uma beleza única. Quero ser o reflexo dos teus sonhos.
Perdoa-me as lágrimas.
Lembra-te que são as palavras que o coração não consegue dizer.
Perdoa-me.
Lembra-te que são as palavras que o coração não consegue dizer.
Perdoa-me.
14 de fevereiro de 2011
TUDO.
Segundo a teoria do caos, um pequeno bater de asas de uma borboleta pode causar um tornado do outro lado do mundo. Tudo muda e há sempre uma causa para essa metamorfose. Todos nós, mesmo que inconscientemente, fazemos um esforço no sentido de manter os nossos hábitos, as nossas amizades, as nossas relações constantes porque simplesmente já são parte do nosso habitat. Quem nunca teve o desejo de ser sempre uma criança inocente e frágil? Ou mesmo um adolescente no secundário, sem as grandes preocupações da vida? Pois bem, os anos passam e somos obrigados a crescer. Literalmente. Apesar de tudo isto, há pessoas que nos fazem crer que nem tudo é mau, que nos mudam para melhor, que nos retiram a ferros esta obsessão de querermos ficar perdidos no tempo. A nossa personalidade altera-se, ficamos mais doces, só queremos ver as horas a avançarem à velocidade da luz. Tudo para estar com aquela pessoa que nos faz viver, que faz com que nos apaguemos para que nos passemos a (re)desenhar em função dela.
Essa pessoa na minha vida és TU. Limaste as minhas arestas, fizeste-me ver o mundo sob uma outra perspectiva e é tão melhor. Quando não estás comigo, só te quero voltar a ver, voltar a sentir a tua mão na minha, os teus lábios nos meus, a textura da tua pele, os teus olhos cor de avelã nos meus olhos chocolate. Sabes bem que não vivo sem ti, és cada célula do meu corpo, a essência da minha alma. O que sou, sou por ti; o que faço, faço por ti.
Agora já não me interessa ser uma adolescente durante toda esta breve passagem. Agora importa ser feliz e fazer-te feliz. Importa a nossa vida JUNTOS. Importa envelhecer contigo, ver-me ao espelho cheia de rugas, marcas que a vida não perdoa, e estares lá tu para pegares na minha mão e dizeres “és quem eu amo e sempre amei”. Isto é o que realmente interessa.
Obrigada por me amares apesar de todos os meus defeitos. Desculpa-me não ser a pessoa que sonham que eu seja, a pessoa ideal para ti, que partilhe os mesmos valores. Obrigada por este ano, estes três meses e três dias. És a minha metade, sem ti não faço sentido. É como se eu fosse um puzzle e tu fosses a peça que falta.
Do fundo do meu coração, és-me TUDO.
Amo-te infinitamente , mais do que tudo neste Mundo ♥
8 de fevereiro de 2011
Dia 4 - A música que te põe triste
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What If - Coldplay
What if there was no light.
Nothing wrong, nothing right.
What if there was no time?
And no reason or rhyme?
What if you should decide
That you don't want me there by your side.
That you don't want me there in your life.
What if I got it wrong?
And no poem or song..
Could put right what I got wrong,
Or make you feel I belong
What if you should decide
That you don't want me there by your side
That you don't want me there in your life.
Entristece-me, põe-me a pensar naquilo que mais temo - que me deixes, que me abandones devido a um desígnio ou um qualquer capricho do destino. Ao mesmo tempo, é uma música lindíssima, com uma letra para saborear aos poucos, para nos deixarmos levar com ela. Adoro ouvi-la de olhos fechados, no escuro, ou então quando vou sozinha no metro e me perco em pensamentos. Também gosto de olhar para o ambiente que me rodeia, para toda a azáfama que se passa, para todo o furor de vida que entra, que sai, que ferve em correria.
Apesar de os acordes tristes que a marcam, deixa, ao mesmo tempo, um leve tom de esperança que aquece
o coração, que leva a ponderar sobre muita coisa.
Simplesmente uma boa companhia.
3 de fevereiro de 2011
leves pedaços de tempo.
O mundo circulava, rodava sobre si mesmo, num tom invernal. Contudo, naquele pedaço de tempo, o Sol saboreou a nossa pele, a nossa alma e aqueceu, iluminou tudo. Bem sabes que as pessoas circulavam envoltas nos seus casacos, aconchegando-se ligeiramente na roupa que envergavam, na azáfama do tempo. Mas nós, estavamos despojados de tudo, num outro universo, só nosso, que o Sol aquecia.
Foi reconfortante, sabes? Foi bom ver que apesar da nuvem gigante e pesada que se agarrou a nós se foi embora, subtilmente. Senti-me bem longe de tudo e de todos, só contigo, algures.
Não importa onde; não importa quando. Só tu importas.
You're so fucking special.
1 de fevereiro de 2011
Cansaço.
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Cansaço. Cansaço. Cansaço. Por muito que tena descrever o meu estado de espírito, só me ocorre esta simples e miserável palavra: Cansaço.
Só me apetece deitar-me ao teu lado, deixar que os teus braços me apertem e adormecer assim. Pouco me importa que tudo o resto me passe ao lado, que o tempo corra e eu permaneça quieta, no mesmo sítio.
Se ele corre, um dia também se cansará. Como eu.
27 de janeiro de 2011
Completas-me. Refazes-me.
És o meu sorriso, os meus beijos, o meu olhar, o palpitar do meu coração, os meus sentimentos e emoções.
Resumindo, és a razão pela qual continuo a enfrentar os meus medos, os meus anseios. És a razão pela qual continuo a aceitar novos desafios e a desafiar-me continuamente. Contigo, as minhas lágrimas desaparecem e a minha mágoa é absorvida. Fazes-me esquecer tudo o que me preocupa e enquanto estás comigo, tudo se esfuma, tudo parece muito melhor. És a única pessoa que me liberta por completo.
És a minha droga e garanto-te que já não consigo viver sem ti ♥.
Desculpa-me, perdoa-me se, por vezes, a minha tristeza fala mais alto mas é que em alguns momentos é demasiado forte. É injusto para ti, eu sei, mas peço que me compreendas e que me ajudes; que passes a tua mão pela minha face e pelo meu cabelo (não imaginas como esse simples gesto teu pode fazer-me tão bem).
Já sabes que estarei aqui para ti, ininterruptamente.
É para Sempre, já disse ♥
22 de janeiro de 2011
Je t'aime. Oui, je t'aime.
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- Je t’aime je t’aime. Oh oui je t’aime
- Moi non plus
- Oh mon amour
- Comme la vague irrésolue
Je vais, je vais et je viens
Entre tes reins
Je vais et je viens
Entre tes reins
Et je me retiens
- Je t’aime je t’aime. Oh oui je t’aime
- Moi non plus
- Oh mon amour
Tu es la vague, moi l’île nue
Tu vas, tu vas et tu viens
Entre mes reins
Tu vas et tu viens
Entre mes reins
Et je te rejoins
- Je t’aime je t’aime. Oh oui je t’aime
- Moi non plus
- Oh mon amour
- L’amour physique est sans issue
Je vais je vais et je viens
Entre tes reins
Entre tes reins
Je vais et je viens
Je me retiens
- Non ! Maintenant viens...
17 de agosto de 2010
Expiração
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Olho para o mar na esperança de ver a minha alma, a minha vida regressar. Não sei quando voltarás nem onde estarás mas espero estar bem junto do teu coração. Escrevo-te no meu quarto escuro. Escrevo-te porque, se não o fizesse, creio que morria. Sinto mesmo a tua falta. Não há dia nenhum que não me lembre quão bons são os momentos que passámos juntos, quão maravilhosos são os sonhos que construímos. Há um vazio dentro de mim. Sinto que, se pudesse, conseguiria tocar-lhe. É denso, é esmagador. Todos os dias o meu peito é escavado. Todos os dias perco bocados de mim apesar de o exterior permanecer o mesmo. Sou um exterior sem interior. Sinto-me oca. Sou um corpo, simples e reles monte de matéria. A alma? Levaste-a quando partiste.
Sento-me na areia molhada. Observo compulsivamente cada onda, na ansiedade de poder ter um pouco de ti. À noite, contemplo o céu estrelado e penso se estarás a ver o mesmo que eu, no mesmo momento que eu; se estarás a contar as mesmas estrelas que eu e se estarás a pensar o mesmo que eu. Perguntas sem resposta. Estás incrivelmente longe, longe. Não consigo mais encostar-me ao teu peito e ouvir o teu coração bater, não consigo abraçar-te sequer. Choro de saudade, de nostalgia, de dor. Choro por te amar.
Nada. É esta a palavra que mais tem ocupado a minha mente ultimamente. Sinto que não posso fazer nada, que não sou nada, que talvez possas vir a não sentir nada por mim. Impotência, incapacidade, incerteza, insegurança têm-me turvado a racionalidade. Aliás, tenho-me vindo a sentir cada vez mais irracional à medida que te amo cada vez mais.
Quando voltas? Quando volto a mergulhar os meus olhos nos teus? Quando volto a sentir o sabor salgado do mar da tua pele? Uma vez mais, perguntas sem resposta. Até lá, deixo-me cair na cama e fico inexpressiva. A minha mente está em ti, o meu olhar está perdido em algo que não consigo identificar. Estou presa a ti pelo verbo “sentir”. E dói.
Não te quero entristecer, nem tão pouco que te preocupes comigo. Quero que me ames e nada mais. Isso já me chega, é tudo o que preciso. ♥
Sento-me na areia molhada. Observo compulsivamente cada onda, na ansiedade de poder ter um pouco de ti. À noite, contemplo o céu estrelado e penso se estarás a ver o mesmo que eu, no mesmo momento que eu; se estarás a contar as mesmas estrelas que eu e se estarás a pensar o mesmo que eu. Perguntas sem resposta. Estás incrivelmente longe, longe. Não consigo mais encostar-me ao teu peito e ouvir o teu coração bater, não consigo abraçar-te sequer. Choro de saudade, de nostalgia, de dor. Choro por te amar.
Nada. É esta a palavra que mais tem ocupado a minha mente ultimamente. Sinto que não posso fazer nada, que não sou nada, que talvez possas vir a não sentir nada por mim. Impotência, incapacidade, incerteza, insegurança têm-me turvado a racionalidade. Aliás, tenho-me vindo a sentir cada vez mais irracional à medida que te amo cada vez mais.
Quando voltas? Quando volto a mergulhar os meus olhos nos teus? Quando volto a sentir o sabor salgado do mar da tua pele? Uma vez mais, perguntas sem resposta. Até lá, deixo-me cair na cama e fico inexpressiva. A minha mente está em ti, o meu olhar está perdido em algo que não consigo identificar. Estou presa a ti pelo verbo “sentir”. E dói.
Não te quero entristecer, nem tão pouco que te preocupes comigo. Quero que me ames e nada mais. Isso já me chega, é tudo o que preciso. ♥
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