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3 de junho de 2012

(Re)descobertas

Hoje conheci o já conhecido. Uma descoberta utópica, intrigante, banal, ridícula. E é este carácter insuportável, raivoso e estúpido que provoca a desmaterialização de uma questão dogmática, aceite sem fundamento. 
É quando me apercebo da volatilidade das (in)certezas que concluo - a mente humana é deveras insolente. 

1 de março de 2011

3 de fevereiro de 2011

leves pedaços de tempo.


O mundo circulava, rodava sobre si mesmo, num tom invernal. Contudo, naquele pedaço de tempo, o Sol saboreou a nossa pele, a nossa alma e aqueceu, iluminou tudo. Bem sabes que as pessoas circulavam envoltas nos seus casacos, aconchegando-se ligeiramente na roupa que envergavam, na azáfama do tempo. Mas nós, estavamos despojados de tudo, num outro universo, só nosso, que o Sol aquecia.
Foi reconfortante, sabes? Foi bom ver que apesar da nuvem gigante e pesada que se agarrou a nós se foi embora, subtilmente. Senti-me bem longe de tudo e de todos, só contigo, algures.
Não importa onde; não importa quando. Só tu importas.




You're so fucking special.

1 de fevereiro de 2011

Cansaço.

Cansaço. Cansaço. Cansaço. Por muito que tena descrever o meu estado de espírito, só me ocorre esta simples e miserável palavra: Cansaço.

Só me apetece deitar-me ao teu lado, deixar que os teus braços me apertem e adormecer assim. Pouco me importa que tudo o resto me passe ao lado, que o tempo corra e eu permaneça quieta, no mesmo sítio.

Se ele corre, um dia também se cansará. Como eu.

26 de janeiro de 2011

desabafo.

Confusão. Tristeza. Vontade de chorar. Desorientação.
A minha mente está um quarto desarrumado, com gavetas arrancadas dos armários, estateladas no chão. Lembranças espalhadas, perdidas num chão de nenhures (ou algures?).
Há que encontrar a ordem no caos. Ou não. 

23 de agosto de 2010

Chronos



                                                
Hoje tudo o que em mim sente, dói. Tenho medo, estou triste. Costumo ficar assim quando não sei o que fazer, quando não sei como dar a volta por cima. Respiro fundo para tentar que um breve fluxo de optimismo me percorra todas as terminações nervosas do meu corpo. Mas não passa daquilo que é mesmo, breve. Vou apanhar um pouco de ar fresco e reparo que pequenas, minúsculas, gotas de chuva caem na minha pele. Sinto-me, por alguns momentos, liberta de tudo e de todos mas também é só por alguns momentos. Doi-me os olhos de ver, a cabeça de pensar, o corpo de viver e o coração de amar. Às vezes quero desistir mas logo me arrependo. Sou forte o suficiente para que todo o meu interior se desfaça em bocados vezes sem conta e que se volte a reconstruir. Tenho receio das cicatrizes. Só desejo que as horas se transformem em segundos. Mais nada.